sexta-feira, 17 de setembro de 2010

‘Não importa quantos passos você deu para trás, o importante agora é quantos passos você vai dar pra frente.’

Chega uma hora em nossa vida em que as coisas simplesmente passam. E o sentimento que fica no seu coração, se não é de pura saudade, é de algo muito parecido com ela. A dor do adeus, a dor do ‘até nunca mais’, a dor que fica daquilo que vai. Não importa: é sempre dor. Nos apegamos, tomamos como ‘nosso’ e, de repente, acaba. Acaba de modo abrupto, do mesmo jeito que começou. Foi triste justamente porque houve a tal despedida, e você se acabou por dentro e por fora. Talvez fosse melhor uma separação distanciada, sem laços de adeus. Porque o adeus também exige a formação de laços: os laços de despedida, os piores! A lembrança de uma despedida é pior que a dor de um grande amor. Isso acontece porque nós nunca nos lembramos de como conhecemos alguém, lembramos apenas de como perdemos essa pessoa. E isso corrói o restinho de vermelho que pintava o seu coração: o último sopro da maldita esperança. É permitido ter saudade, não é permitido sofrer. Mas o mundo é ao contrário, o que faz com que seus pensamentos também sejam. E fazemos questão de fazer tudo ao contrário! Nessa hora entra a outra parte dolorida da história: a dor de esquecer o que faz doer. Nós não queremos esquecer o que ficou pra trás porque conseguir aquilo nos custou uma dedicação tão grande quanto deixar o quarto um pouco mais limpo no domingo. Só que não são as pernas que doem. Quer coisa mais dolorida que querer ser feliz e não conseguir porque dói esquecer da despedida? Ficamos apegados. Apegados demais. É quase impossível imaginar enxergar colorido daqui para frente, porque tudo vai estar cinza e com gosto de queimado. As únicas palavras que ecoam na mente são: nunca, dor, sofrer, triste, cansado. Um dicionário mais limitado impossível. E você se esquece do R, entre o Q e S. Quando chega nele, só consegue ler: raiva, remorso e rancor. Mas lá em cima, brilhando infinitamente entre as letrinhas da mesma página, está escrito recomeço, esperando pacientemente pelos seus olhos. Ela te diz: ação de recomeçar. Você sabe exatamente o que isso quer dizer, e algo me diz que hoje é um ótimo dia para isso. O que ainda está fazendo parada aí? Despeça-se da despedida e recomece!

#texto. depois dos quinze (:


Eu não costumo a ser tão transparente, poucas pessoas me conhecem de verdade, não gosto de ironia mas a uso. Não gosto de ciumes mas eu o tenho. Não gosto de risadas execivas mas eu costumo a rir bastante…Não gosto de pessoas depressivas… Mas eu ja me senti triste. Não gosto de pessoas timidas, mas eu ja olhei para baixo pra não dizer oi, não gosto do seu silencio…Mas eu ja fiquei quieta pra ver se você ia falar. não gosto de paixões de uma noite eu prefiro um amor de verdade. não gosto de ser igual… eu acredito que ser diferente é normal.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

E mais uma vez me peguei chorando por ti ...

Não por raiva de ti na verdade, e sim de mim, de te amar, pelo fato de não saber viver sem teu toque, teu abraço gelado, teu cabelo desarrumado. Raiva da tua desconfiança, dessa tua espera por uma falha minha! Mas e as tuas ? Todas que eu já soube por ti, e as que as pessoas me falam sem saber se estamos juntos ou não.

Todos os nossos erros, que não são poucos.. idas e vindas numa in saciante sede de amar e ser amado...

Nos levam sempre a uma única resposta.. que independente da briga, ou do tempo em que ficamos separados, sempre acabamos escutando as mesmas músicas, em um tarde quente esquecendo de tudo a nossa volta!

Meu desejo é somente de te ter ao meu lado sempre, como hoje nessa tarde de chuva, deitado ao meu lado e poder te fazer carinho, te amar cada vez mais, e não apenas saber se está bem pelo telefone, de maneira fria e estúpida, mas poder tocar, abraçar, sentir tua pele e poder dizer o quanto eu te amo e preciso de ti aqui. <3

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pra frente e avante. Ou não.

Muitos dirão que é pra frente que se anda, que quem vive de passado é museu, que figurinha repetida não completa álbum e que águas passadas não movem moinho. Eu até concordaria se a vida fosse baseada em informações precisas como um cálculo matemático, ou uma aula de estatística, mas felizmente ela não é, aliás, como muitos gostam de dizer, a vida é uma caixinha de surpresas.

A questão é que geralmente associamos o passado a situações dolorosas, como uma relação que não deu certo, cujo término pesou no coração durante muito tempo, até que o próprio tempo se encarregou de amenizar a dor e com mais tempo ainda eliminou as cicatrizes. Durante esse meio tempo, vez ou outra choramos baixinho antes de dormir, desejando que o tempo e que o mundo dê muitas voltas, e ele dá, não somente para uma das partes, para todos. Você muda e o outro muda. Pode ser que cresçam e que amadureçam, e tenham aprendido com tudo o que viveram desde a última vez que se viram. E ai? Ai que um dia você acende a luz e percebe que aquele monstro que temeu durante anos, era um amontoado de lembranças velhas e cansadas e que se dissiparam na claridade. Não há mais mágoa ou ressentimentos e por isto deixamos de temê-lo, mas só por que deixamos de temê-lo devemos deixar que ele volte para nossas vidas?

É difícil deixar que uma pessoa volte a nossas vidas depois de tanto tempo, mesmo que tenha consciência de que mudou, de que vocês dois estão melhores e mais maduros, sempre há o medo de ser magoada novamente, de ver a coisa toda dar errada outra vezes e se culpar por que você decidiu ver um filme repetido, cujo final você sabia de cor.

Mas como vocês sabem, viver não é preciso. Fernando pessoa uma vez escreveu: “O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto”.

O passado não á algo a ser descartado, ele ainda faz parte das páginas do livro que narram sua vida, como disse Fernando Pessoa, viramos a página, mas a história que contamos ainda é a mesma. Não se agarre ao passado esperando que as coisas ou pessoas que estiveram nele voltem a sua vida, mas se acontecer não interprete como sinal de fraqueza ou como um retrocesso, afinal a cada virar de página encontrará novas linhas a serem escritas, que apesar de “novas” pertencem as páginas que contam a mesma história, a sua. Não há como evitar, é a vida, há que se viver.