Eu sempre fui o tipo de garota que se apaixonava e morria de amores por idiotas, que nunca mereceram, ou pelo menos eu achava que me apaixonava . . . Quando pequena, não vivia sem meu travesseiro, pelo fato de ter meu cheiro, ou um cheiro que era só dele e me manipulava, mas eu deixei ele, ou ele me deixou, já não faz mais sentido. Depois de algum tempo, conheci alguém que já não lembro nem o nome, que me deixava abismada com seu jeito de ser, mais uma vez coisa de criança, de quem ainda não tem maturidade pra saber realmente o que queria . E outros vieram, e como achava que ia dar certo ia e falava tudo o que sintia, e pronto tudo desabava, quem me tratava com carinho nem mais me olhava.
As coisas sempre costumavam a me deixar, até eu da um passo a frente e fazer isso eu mesma, acho que ai já foi na adolescencia, e eu pude ver como isso era bom e viciante. E durante essa adolescencia vieram muitos outros caras idiotas, mas que não conseguiram manter meu coração acelerado por muito tempo. Pisavam sempre no freio na segunda ou terceira semana. Péssimos motoristas. Sempre morri de medo de que as pessoas pensassem que eu não presto, ou sou qualquer outro tipo de garota, que não me compreendam. Minhas necessidades não são fisicas, sempre quis que ficasse bem claro. Eu apenas necessito de adrenalina, e de alguém que realmente saiba dirigir um carro. Com velocidade, sem bater, sem frear.